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Agora queria estar contigo. Não precisava de ser contigo, no sentido em que estava ao pé de ti.. Queria estar só contigo, como estávamos muitas vezes, porque o tempo não deixava, porque qualquer coisa não permitia.. Sempre foi assim connosco, houve demasiadas forças contra, demasiadas ondas picadas, demasiados demasiados que serviam sempre de desculpa.
Mas agora queria estar contigo, se me deixasses, se me quisesses. Se calhar também não era preciso quereres-me, nunca quiseste: acredito nisso! Agora é mais fácil não te ter (julgo eu), pelo menos distraio-me quando quero estar contigo.
Mas agora queria mesmo estar contigo, partilhar contigo, sermos tu e eu como só éramos de vez em quando, mas que contava como tudo, mesmo pelas vezes em que não éramos: quase sempre. Agora estou com um cigarro, que te substituiu sempre quando não estavas, oferecendo-me o prazer efémero. Sabes que fumar sempre me lembrou de ti? Sabia que aquele momento ia sempre acabar, connosco a bonança nunca era o fim da tempestade, mas o início dela. E eras um vício, como és agora, senão não "estava" aqui. Esse vício não queria ter deixado, não assim da maneira repentina como nos recomendam a deixar os vícios (nunca resulta).
Já sei que não vou estar contigo.
Não faz mal.